Sem ter o que dizer

Essa é a segunda versão do Inveja Branca. Me lembro bem quando resolvi escreve-lo, andava as voltas com a moda e inconformada por não poder usar quase nada do que via as it girls ( esse tremo já ficou obsoleto faz tempo) usando nos blogs que lia diariamente. Então resolvi ir atrás de inspirações para transformar aqueles looks impecáveis em looks possíveis para meu bolso tamanho PP.

Aquilo era do que gostava, tinha tudo de mim alí, estava tão preocupada com o look do dia, mas daí que a vida caminha, né?! A mutação que fatalmente sofremos com o passar dos anos é incontestável. E eu mudei e o blog foi mudando também. Com os meses de organização do casamento vieram muitos posts sobre decoração de eventos e DIY, com a casa nova as dicas de decoração, com o sucesso da experiência do casório mas motivos ainda para falar deles, e com a rotina e as novidades da vida de casada; receitas, desabafos, caseirices.

Verdade é que sempre me orgulhei de ter batizado o blog com um nome que era a cara do que eu falava dentro dele e com a mudança de foco o tal nome divertido perdeu o sentido. E eu fui perdendo a vontade de escrever nele sempre achando que havia me perdido do objetivo inicial. E havia mesmo. Apesar de ter abandonado o danado a minha vontade de escrever, compartilhar, contar, repartir  é enorme e se manteve intacta. Mas tudo isso só é bom de verdade se é feito com prazer. Passei os últimos meses buscando uma saída, um novo enfoque e encontrei. Por isso mesmo o Blog Inveja Branca se despede aqui. No seu lugar nasce um novo blog onde o título vai voltar a ser condizente com os assuntos. E se você curtiu o Inveja Branca nos últimos meses (em que ele esteve ativo) tenho certeza que vai amar a novidade que vem por aí.

 

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A transformação de Selena Gomes… eu também quero.

Cada dia que eu bato o olho em um novo look do dia de Selena Gomes fico mais chocada. O que houve com essa garota? Ela está linda, bem vestidíssima (essa palavra existe? Inventei) maravilhosa, arrasando com as “zamigas“. Ela passou pelo raio de glamourização que eu ando precisando.

Já que ela não é mortal como eu, devo supor que a danada contratou um novo stylist e que pra tanto sua conta bancária deve ter aumentado bastante. Mas será possível que um facho desse raio glamourizador escape e nos pega desprevenidas? SIM! É possível Brasil.

Look1 – Arrasadora no vestido colete + meia calça + sandália pesadona.

selena-gomez-leaving-the-capital-radio-studios-in-london-september-2015_7-620x930O combo meia calça + sandália é uma mistura que deixa tudo mais interessante, pena que o clima não coopere muito para coloca-lo em prática. Esse vestido muso pode ser improvisado com um colete alongado (que talvez você tenha) juntamente com uma saia curta no mesmo tom, ou então acione sua costureira mais próxima e coloque a mão na massa.

Look2 – Até de pijama tá gata.

selena-gomez-out-in-paris-september-2015_3-620x895E quando você pensa que a moda do pijama já era eis que Selena surge linda combinando o pijama azul com sandálias vermelhas. Preciso dizer que essa mistura de cores é sempre acertada? Na vida real podemos combinar calça pijama e camiseta de seda em um look monocromático com sandálias vermelhas.

Look3 – Vestido preto básico e scarpin de print felino.

selena-gomez-out-and-about-in-london-september-2015_4-620x851Não sei o que fez mais por esse look, o cabelo de diva ou esse scarpin matador. Amiga um bom scarpin faz toda a diferença na sua vida, e nesse caso sugiro tirar o escorpião do bolso (tudo bem isso serve para mim) afinal, ele vai te acompanhar por longos anos. Nesse caso digamos que basta combinar o scarpin de onça com qualquer básico do seu armário e caprichar no picumã.

Look4 – Uma saia midi é poder.

selena-gomez-is-wearing-all-grey-nrj-radio-studios-in-paris-september-2015_3-620x899Me encantei pelo comprimento midi e só tenho bons olhos para ele. Essa saia de mescla cinza com um que esportivo pode facilmente ser reproduzida (já quero) facilite e combine com aquele cropped de moletom cinza que você vai encontrar entre tops de academia. Mais uma vez um scarpin (que é preto mais tem um Q a mais) faz o arremate perfeito.

Look5 – Tem um desses no brechó.

selena-gomez-at-the-eurostar-train-station-in-london-september-2015_6-620x946Corra até o brechó mais próximo e lá você vai encontrar um exemplar de vestido longuete em musseline preta. E afinal de contas não é isso o que esse look é?! O tal comprimento polêmico não incomoda tanto quando combinado com sandálias discretas que somem no pé.

Look6 – Casual só que não.

selena-gomez-at-heathrow-airport-in-london-september-2015_6-620x868Só a calça jeans com barra dobradinha e a camisa de seda nude já eram mais que suficiente para dar conta desse look mas daí a bicha mostra que é matadora e combina com scarpin e casacão vermelho (que podia ser um vestido de botões).

Look7 – Casual outra vez.

selena-gomez-at-the-itv-studios-in-london-september-2015_13-620x808Só tenho que dizer que cada dia mais admiro uma boa calça jeans e que isso é tudo na vida de uma mulher; completarei contando a vocês que mammy tem uma jaqueta preta prima dessa ai da foto e que meu chapéu talvez saia do seu repouso e ganhe uma fita nova impactante #animada.

E não digam que não é possível.

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Quem aguenta mais parcerias?

Eu não lembro qual foi a primeira parceria entre uma fast fashion nacional e alguma “marcona” $$$, mas me recordo muito bem de ter me decepcionado com quase todas as coleções dos últimos 2 anos.

A primeira vez que comprei alguma peça de parceria foi Maria Filó para C&A nos distantes 2012. Tenho as peças até hoje, já usei muito e se  não tivesse C&A escrito nas etiquetas é provável que nunca pensaria que é uma coleção de parceria. Tecido de qualidade nota 10, 100% algodão, acabamento primoroso, modelagem de um legítimo Maria Filo. Comprei um colete jeans e um vestido nude que vão durar a vida toda, segundo minha mãe (e mãe sabe das coisas) depois dessa coleção fui algumas vezes até a C&A ver outras collections e saí de lá de mão abanando, primeiro porque o preço subiu vertiginosamente e a qualidade caiu muito. Sinceramente, não vou pagar R$ 99,90 em uma camisa de poliéster made in China que da parceria só tem mesmo a etiqueta. Sem contar as parceria nada com nada com “celebridades”.

Nâo tenho sentido a mesmo empolgação nem das marcas em lançarem suas coleções nem dos consumidores. Sou só eu? Só eu que não tenho a mínima vontade de ir conferir as novidades logo no primeiro dia? Só eu que não de dou ao luxo nem de pegar um catálogo?

Será que já não está na hora de rever o andamento dessas tais parcerias e resgatar não só as marcas (como já aconteceu com Maria Filó, Andreia Marques e no próximo mês acontecerá com Mixed) mas a qualidade e o DNA que deve realmente aparecer no que está sendo vendido? Já está passando da hora de olhar para o consumidor que atualmente não se deslumbra mais com sacola exclusiva ou cabides personalizados. Se eu for até uma loja comprar a marca X, eu quero sair de lá com algo que verdadeiramente faz parte do discurso da marca X e não com uma versão “barata” de qualquer coisa que já foi feita pela loja.

PS: nem vou mencionar a outras loja que faz parceria porque nem vale a pena, todas que sairam de lá foi mico total.

PS2: Pronto falei!

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Normal demais para ser “blogueira”

Hoje quando paro por 5 minutos para pensar o quanto já curti acompanhar vários blogs parece até que vivia em outro corpo. Já passei pela fase de fazer a ronda diária em todos os blog “da moda” de moda, desejar esse ou aquele look ou principalmente, desejar aquela vida. E é isso mesmo que elas estão vendendo ali, a pseuda possibilidade de se ter aquela realidade através de seus looks.

Eu posso até dividir em 10 vezes o Valentino de uma delas mas é provável que no meu pé ele se passaria por uma versão de R$ 199,90. Pior, poderia me render a uma bolsa “similar” (odeio esse termo bonitinho pra falsificado) Chanel 2.55 e sair  mentindo para mim. Se bem que dizem as más línguas que até elas fazer isso, né?! Mais um motivo que torna todo esse universo questionável na minha atualidade.

Ainda faço minhas leituras diárias inclusive passo por esses blogs de antes, vou atrás de inspiração que são transformadas para minha realidade. Aquele penteado que posso fazer sozinha, a maneira de reinventar o jeans de sempre, uma peça linda que posso produzir DIY. Mas também tenho curtido muito blogs de gente que tem vida normal, que paga pelas suas próprias roupas, que vai para Paris de classe econômica e compartilha dicas de restaurantes BBB (bom, bonito e barato), gente que divide suas emoções e dúvidas sobre a vida e que nos ajuda a responder as nossas questões com seus textos. É uma delícia ler sobre como a vida “comum” pode ser tão incrivelmente divertida. Eles me ajudam a ver o extraordinário na rotina ordinária e amiga; isso faz um bem danado.

Costumava sempre fazer essa pergunta quando me via em uma situação corriqueira: “Isso é glamour?” As vezes é sim.

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Topos de bolo. Pra que ser literal?

Sei que deveria falar de casamento de uma maneira menos específica, mas sei também que se você está aqui lendo esse post hoje é porque se identifica com o jeito Inveja Branca de ser. Livre, desencanado, criativo. Então vou falar de algo que me enche os olhos e me alegra muito em um casamento. Topos de bolo. (só dos quee u gosto rs.)

Desde que os noivinhos de biscuit que “imitam” o casal deixaram de ser a opção mais óbvia (bota óbvia nisso) os bolos de casamento ganharam personalidade e uma infinidade de opções. Quando resolvi casar já sabia que meu bolo teria um adorno de madeira (confira aqui https://bloginvejabranca.wordpress.com/2015/05/29/os-finalmentes/ ) nem cogitei outra opção, era completamente apaixonada por eles e passaria longe daqueles bonecos de biscuit (se simularem cenas engraçadinhas então…). Acho que a escolha do topo de bolo é um detalhe no qual a noiva tem total poder e que vai dizer muito sobre o casal que ela e o noivo formam. Talvez eu esteja dando muita importância a um detalhe, mas sendo esse detalhe bonequinhos fofos esta explicado.

Separei algumas opções que fazem meu coração bater mais forte…

As opções em crochê e tecido podem facilmente ser confeccionada por vovós habilidosas que se encheram de orgulho em participar.

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Aquele padrinho fera no Corel pode muito bem cooperar ativamente produzindo divertidos bonequinhos de papel…

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Biscuit de um jeito hiper fofo…

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Peças oficialmente de decoração que fazem bonito como topo de bolo…

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Descolado e baratex com fotos em polaroide…

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Lindos e de madeira…

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Só para não dizer que não falei dos clássico, cena linda (ainda que de perto pareçam um pouco monstrinhos kkkk)

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Diane von Fürstenberg me trouxe de volta

Sabe aquela vontade de não falar mais de roupas e sapatos, de ficar longe e quase manter uma posição rebelde em relação à moda? Pois é, tudo se foi como num passe de mágica ao ver a primeira imagem do desfile de Diane von Fürstenberg em Nova York no ultimo dia 13.

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O que é esse cabelo? Esse arranjo de flores de uma elegância enorme e uma simplicidade cortante, essas ondas caídas sobre os ombros, esse make sereia saída do mar… A imagem me chamou a atenção e fui atrás de mais imagens para alimentar meu instinto fashionista que como um urso acordou cheio de fome. Coleção boa é aquela na qual sua Inveja Branca se transforma, imediatamente, em inspiração e você sai feliz toda trabalhada “nas novidades da passarela” com o que já tem no guarda roupa . E ta ai uma coleção das melhores.

Misturas de estampas, vestidos fluídos, cinto amarradinho, bolsa tiracolo franjadas, branco, dourado, clutch tipo envelope e até aquela calça pantacurtque provavelmente deve ter sido usada pouquíssimas vezes…um verão leve, usável, feminino, daquele que pode  encaixar na minha vida e na sua; sem contar esse penteado puxadinho que já fez muito nossa cabeça, de nossas mães e avós. Estou certa que o pente de flores merece um DIY para ontem.

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Melissa, somente pare!

A anos não compro uma Melissa. E claro que não tenho nada contra elas, sou da geração que comprava Melissa sem nenhuma pretensão fashion, só porque era linda e acompanhei a marca se tornar um fenômeno nacional iconoclasta do mundo da moda. (falei bonito demais agora). Só que junto com essa “evolução” a marca foi se tornando cada vez mais arte e menos sapato. Claro que essa é minha opinião, mas vejo agora uma série de modelos carregados de conceito mas distante do look do dia dos mortais; ou pior, quando a marca se propõe a fazer algo “usável” se limita a criar versões de modelos antigos com intervenções mínimas.

E porque estou raios estou falando sobre isso? É que ontem pipocou nas redes sociais as imagens da nova parceria da marca com Jeremy Scott (cuja coleção autoral é bem mais usável que sua Melissa).

140915-jeremy-scott-boot-590x282140915-jeremy-scott-mule-590x429Segundo Lillian Pacce as boots não serão comercializadas mas o Mules sim. Não que os Mules sejam feios, para um look piscina/praia caíram muito bem e menos ainda que a ideia do bico de inflar (qual o nome oficial disso?) tipo boia não seja conceitualmente super condizente com o material do sapato.

Mas será que só isso bastará para a decisão de compra dos consumidores “comuns” do tipo eu e você que não somos nenhuma blogueira de moda ultra exótica? Eu tenho certeza que não, mas e vocês?

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Começo a semana sem nada para vestir

E não devo ser a única. Seja realmente ou  psicologicamente. Afinal tem dias em que os olhos adentram o guarda roupa mas não agradam de nada. Penso que a vida é ruim nesses dias (brincadeira).

Após uma faxina radical, demorada, adiada, desejada e difícil abri hoje o guarda roupa (atrasada, claro) sem saber se não tinha mesmo o que vestir ou se nunca tive. Afinal de contas, teoricamente, ficou somente o que amo muito ou é um curinga na produção e ainda assim me pareceu nada. Desde quinta feira, quando dei a sina por finalizada tenho exercitado minha criatividade e paciência, por incrível que parece foi um fim de semana de muitas produções e após matutar um bocado saí de casa pensando que fiz o melhor que podia (ou seja, não amei).

Na minha atual fase reflexiva só consigui pensar se sabia mesmo do que gostava, se havia mudado tanto ao ponto de não me reconhecer, se gastei mais grana errada do que sonha minha vã filosofia ou todas as opções anteriores. Não dá para negar que moda é uma parte indissociável da nossa vida, mesmo de saco cheio dela me vi tão imersa no seu universo nesses últimos três dias. Dor e delícia.

Sei que toda essa paranoia fashion é besteira e que logo logo vou me acostumar e voltar a amar minhas velhas novas peças, muitas redescobertas e já saídas do guarda roupa no fim de semana. Quando chegar a hora de adquirir as novidades espero saber exatamente o que quero, ou seria, quem sou?!

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Estava tudo lindo, mas…

Por incrível que pareça volto a ter vontade de escrever o blog. Acho que sou mesmo de palavras autorais e por isso andava sem assunto.

No último fim de semana fui a um casamento. Depois que casei vejo casamento de um jeito muito diferente, consigo enxergar nos mínimos detalhes um pouco do que a noiva vê, afinal noivas são um pouco parecidas (minto?) mas também me entrego a delícia de ser um convidado, principalmente agora que sei o quanto custa tudo aquilo me alegro em saber que entre muitos que foram cortados (essa é a realidade) eu fui escolhida. O casamento estava impecavelmente lindo, o ambiente dava vontade de ficar ali para sempre. Os mais chatos céticos dirão: também com muito dinheiro tudo fica bom. Mas isso é conversa de gente recalcada; me chamou atenção a alegria e o cuidado da família com os convidados (obrigada por me fazer sentir tão querida), o sorriso dos garçons em nos servir, a comida deliciosa e no fim das contas a simplicidade de tudo. Simplicidade daquelas boas que faz  você se sentir parte.

Mas não é por isso (ou só por isso) que resolvi escrever sobre esse casamento em especial. Da para ver que saí de lá pisando leve mesmo sendo 3h da manhã e eu ter dançado freneticamente de salto alto o tempo todo. O que me chamou atenção foram os bastidores que chegaram até mim. Para resumir aconteceram fatos inesperados pouco antes do grande dia e no dia também, no meio da madrugada até a energia resolveu acabar. Quando a música parou a primeira coisa que me veio a mente foram minhas palavras escritas tão amorosamente no cartão do presente: “… aproveite cada minuto desse dia, ele vai deixar saudade e quando o domingo chegar vocês vão querer casar outra vez. É um dia mágico!”  (E a segunda foi: vou aproveitar para descansar os pés assim no escurinho).

Imediatamente depois me lembrei que demoramos no mínimo 1 ano para organizar tudo e que no fim estamos um pouco a mercê do destino, e se chove no dia, se o clima fica ruim e as flores acertadas não abrem, se você pega uma gripe e sai de nariz vermelho nas fotos… sei lá quantas coisas mais.  Uma vez li em algum lugar: “O homem faz planos e Deus sorri”. Tudo bem que ninguém quer ver seus meticulosos planos sofrerem interferências, se você passa anos organizando algo é porque quer que tudo saia conforme o planejado, mas e se não sair? Ué se não sair será resolvido de outra maneira, mas esteja certa, será resolvido. E mesmo com alguns poréns aquele ainda vai ser o dia que você vai pedir bis.

Ei “noiva” se você levar a sério a parte de se casar de novo (com o mesmo noivo, claro) me convida outra vez, estou certa que será tudo lindo e inesquecível.

E viva aos noivos!!!!

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Se for possível, afinal…

Sou católica (não muito convicta, confesso) mas todos os anos de ensinamentos cristãos acabaram por criar raízes,  e um pouco de confusão também. Já adulta busquei ajuda na terapia; quando você tem mais perguntas que respostas fica difícil conviver consigo mesmo (tem um pleonasmo aqui, né?!) e a ajuda tem sido válida. Entre dias de alívio profundo pós sessão soma-se o dia seguinte de testes de paciência e cristandade. Nem estou falando do tal “dar a outra face” porque esse ensinamento  nunca seria aceito por uma taurina. Ignoro tal orientação solenemente; falo mesmo do ser caridoso, perdoar o erro do outro, ser amável e por aí ladeira abaixo. Mais alguém já notou que quanto mais você é caridoso e amável e quanto mais chances de perdão sincero  você concede aquele espírito de porco que só mesmo Deus para explicar o que ele faz na sua vida (Freud não é capaz) mais você precisa se esforçar para seguir sendo amável, amigável e essas coisas.

Tem coisas (ou seriam pessoas) que não tem conserto, que nunca vão rever suas atitudes, que nunca vão trata-lo melhor ou pensarem em algo além dos seus umbigos. Gente que  jamais facilitará a aplicação dos tais conceitos de bondade e bla bla bla. Numa horas dessas acho que tudo o que aprendi é um pouco contraditório, vida em abundância não me parece ser viver com uma vontade enorme de meter a mão na cara de um ser para qual não encontro palavras para definir. Muito menos me parece que a tal promessa de vida em abundância se assemelhe a você voltar para casa pior do que saiu. Se Deus me ama tanto, ele quer mesmo que eu passe por mal bocados à mercê da loucura ou maldade de alguém?

Um dia ouvi Padre Favo de Mel  Fábio de Melo dizendo algo sobre não desejar o mal a ninguém mas não ser obrigado a conviver com gente que te suga a paz. Me lembro agora do …se sua mão esquerda faz você pecar arranca-a fora… (algo assim). Isso sim me parece algo que se aplica a vida prática. Tem coisa melhor do que retirar a sua vida alguém que você não quer lá? (desejos assassinos não vale) equivale a tirar aquele sapato de salto pós festa baladeira.  Brincadeira, falo de não ver, não ter notícias, de agir como se não existisse. Chego a suspirar ao me lembrar disso, que delícia de sensação, que vontade de assobiar Dancing in the rain. E isso não é lago para chocar ninguém, um monte de gente faz isso mas como ficou acertado de que é errado (oi?) então ninguém conta. E que ninguém esqueça de Cleo Pires e Fábio Jr., só pra citar o que primeiro me veio à cabeça.

Eu não tenho a menor ideia se você ainda está lendo esse texto, se achou que tudo isso faz algum sentido ou se ficou com medo de mim (rs.) mas uma coisa eu digo, as pessoas que retirei da minha vida nunca me fizeram falta, não fiquei isolada no mundo por isso como minha mãe temia; ao contrário tenho amigos maravilhosos de longa data, gente que amo e que me ama, ótimos colegas de trabalho e de quebra alguém com que divido a vida da melhor maneira que poderia imaginar. É simples explicar tudo isso, quando você está bem você atrai gente do bem e um monte de coisas boas. Agora se prefere seguir a risca os ensinamentos da Tia Fulana da catequese faça se for possível, afinal.

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