O casamento

Eu não fui uma dessas meninas que sonhavam em se casar de véu, grinalda e flor de laranjeira, mas o meu (até então) namorado me disse: Só casando!!! e resolvi entrar na onda. Pra não ser tão fácil fiz algumas exigências; queria um mini wedding no campo e a tarde, nada de mais só que vi logo na saída que as coisas não seriam simples assim. Foi impossível fechar a lista nos 70 convidados que eu queria, o padre não nos casaria fora da igreja e as 17H não se celebra casamento em igreja alguma na cidade. Legal né? Já sabendo que teria que me adequar a um outro contexto coloquei na balança o que seria mesmo muito importante. De todas as exigencias iniciais me apeguei ao horário e segui firme na procura do lugar. Encontrei uma capela na qual conseguiria me casar no fim da tarde, de brinde ainda poderia tocar as músicas que quisesse ( por aqui se você se casa na igreja só pode tocar músicas “religiosas”), nas palavras da zeladora de lá: Até Chiclete com Banana (senhora ousada, me ganhou na hora); a lista foi reduzida o máximo e a capela se mostrou melhor que a encomenda.
Acho que esqueci de dizer no ínicio que o universo conspira a favor das noivas, então em alguns momentos somente durmam e deixe o tempo agir.
A capela já é linda o que me polpou tempo e dinheiro na decoração, me polpou o tempo e a paciência que gastei procurando os músicos da cerimônia. Queria somente voz e violão em um clima intimista, totalmente condizente com o fim de tarde de primavera. A tarefa que parecia fácil se mostrou impossível, por mais que eu tentasse não era clara o bastante ao dizer NÂO ao violino, ou aos 3 tenores. Tenor???? Já convencida e levar as músicas gravadas me lembrei do meu primo-amigo Calelo da Banda RH Positivo. Depois de vários dias e muita chateação procurando nos lugares errados, 5 min de uma conversa pelo facebook resolvi tudo com ele; mandei os links das musicas do youtube, disse o dia e a hora e risquei esse item da lista. UFA!!… Ficou perfeito e eu saí mais do que feliz em poder ter alguém tão querido ali participando.
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Resolvido a música me diverti muito com a primeira reunião com a cerimonial, que também não sofri escolhendo porque uma amiga de anos trabalha com ela, me cerquei de gente querida e isso foi muito importante, as reuniões foram sempre divertidas: “Uma dama?; Ela vai entrar duas vezes então? -Não, ela vai entrar uma vez na minha frente já com as alianças… ahhh e não feche a porta antes da minha entrada, quero ir alí atrás da dama como era na minha época de dama. Pronto, ganhei apelido de noiva “diferente” para não dizer “estranha”. A Paula foi fofa, acreditou nas minhas particularidades e mais uma vez um item estava decidido.

Escolher algo e não voltar atrás foi algo que fiz por pura intuição mas serve como dica para as noivas. Sempre vai haver algo novo (afinal começamos a preparar com 1 ano de antecedência), sempre vão surgir novas músicas, a cor da moda vai mudar mas seja firme naquilo que você escolheu. Por experiência digo: a primeira escolha é certeira, se está OK, está mesmo ok!
E não fique encanada com modismo, o casamento não tem a obrigação de ter um monte de coisas, se não é sua cara, não faça; se não cabe no seu orçamento, tudo bem; nada disso deixa esse dia menos brilhante e espetacular.
Na próxima semana conto sobre a escolha do vestido, a saga do véu e os convites.
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