Os finalmentes

Já chegamos no capitulo final? Como assim… passei um ano organizando tudo isso e já acabou?! Esse é um dos clichês que falei lá no primeiro capítulo (https://bloginvejabranca.wordpress.com/2015/05/08/como-nao-falei-disso-antes/) passa muuuuito rápido.
Antes de terminar devo dizer que amei ouvir os elogios e saber que minha aventura agradou tanto, obrigada a cada um dos leitores que acompanharam minha saga. Já penso em tornar essa uma tag permanente, afinal de contas a aventura mesmo estava só começando quando a festa acabou e ainda há muito pra contar. E vamos ao último (será?) capitulo.
Teve uma hora que desisti das listras de afazeres e fui fazendo as coisas a medida que elas tinham que estar prontas. Nas semanas finais pintei as garrafas dos arranjos, que passei um ano juntando e me renderam o apelido de garrafeira; finalizei as velas que comprei, bem simples pela internet, cobri todas com fita de paete dourado, embalei os presentes das madrinhas e fiz a gravata borboleta do noivo.
Os noivinhos de madeira que já era apaixonada desde antes de saber que um dia me casaria, mas que custam uma pequena fortuna, ganharam um versão DIY. Comprei a basa pela internet (o casamento me transformou em um viciada em comprar virtuais) as tintas em uma loja de artesanato local e fiz alguns esboços antes de me arriscar nos finalmentes. Não ficaram profissionais mas ficaram bem dignos, o sufuciente para convencer minha irmã que não seria um casamento mambembe. (PS: quando você resolve contrariar um pouco o modus operandi acaba deixando todo mundo com uma pulga atrás da orelha) Fui escolher a maquete do bolo 1 mês antes e já cheguei lá com os dedos cruzados e uma foto na mão de uma que seria minha escolha, só um detalhe me separava dela, ela teria que ser produzida e isso não estava combinado. De tanto ensaiar minha cara de noiva carente convenci minha doceira MARAVILHOSA a faze-la e ela me convenceu a comprar mais forminhas para montagem das mesas. Eu que já tinha fechado a conta passei o cartão mais uma vez. Foi uma troca justa!! (Ps²: na semana final gastei pra caramba, não sei se é uma regra mas eu deixaria um reserva para os imprevistos que chegam sempre quando a grana já está no fim.)
Falando assim até parece que tudo foi se desenrrolando como fim de novela né, só que não, isso é um casamento, sempre existe um porém… No início da preparação do casamento fui a um daqueles eventos de noiva (maior perda de tempo) e vi as cabines de fotos lá. Pera aí, cabines de fotos tipo filme gringo? Mas é claro que é minha cara e que tem que ter. A empolgação terminou com os 4 digitos do orçamento e lá pelo 5º meses depois de tentar de todo jeito, sem sucesso, encaixa-la no orçamento, isso foi deixado de lado. Bem que eu tentei me conformar, mas fazia contas escondido quase toda semana tentando arrancar alguma grana da cartola. Não arranquei grana alguma mas da cartola saiu uma ideia legal. Por que não fotos polaroides a moda antiga. EUREKA!!! Comprei a câmera no site do Magazine Luiza (Mini Intax Fujifilme), e os filmes no Submarino, fiz adesivos do tipo: EU FUI! para personalizar as fotos e no hall do salão montei um estúdio divertido com painel e tudo mais.
Com tanto para fazer terminei por pintar o painel na noite anterior ao casamento. Foi aí que estraguei toda a unha, aquela tinta para quadro negro é meio profissional demais para o manuseio de noiva de véspera. Na manhã seguinte até tentei arrumar, mas toda mulher sabe: quando a unha estraga, por algum motivo esotérico (vai saber) ela sempre estraga outra vez, não importa o quanto você refaça; e eu tentei por 3 vezes, até desistir e ficar me lembrando todo tempo de esconder as mãos para foto. (mentira, só me lembrei disso nos primeiros 30min). Um amigo se dispôs a fotografar os convidados, escolhi o amigo mais solto da turma, e aqui vale um agradecimento mais que especial, um convidado que se propões a trabalhar na hora da festa? Mas ele é super animado ecurtiu tanto quanto os convidados o “bico” de fotografo. Assim a chegada na festa foi uma festa à parte. De todas as ideias, movidas a falta de grana, essa foi com certeza a melhor.
A festa foi ótima e apesar de eu não ter tido um mini wedding acabei me comportando como se fosse porque consegui falar com meus amigos um por um, com todo tempo de mundo. Se eu comi? Não mesmo. Bebi? Também não; e ta aí mais um clichê. Aproveite as degustações porque é a única hora que você vai comer de verdade.
Não dancei valsa, marido não dançaria nem pagando, mas dancei a primeira lenta da minha vida. Se você não tinha 13 anos no início dos anos 90 não sabe do que eu estou falando… enfim dançamos Banda do Mar. E tive vontade de chorar pela segunda vez.
E no mais é o de sempre, tudo acaba bem com muitos abraços, muitos bebados, muitos vexames, muita história para contar, alguém chorando no banheiro, um casal tendo DR, muitos presentes para abrir e um vida nova para começar.
Mas aí já são outras histórias.
Querem que eu conte mais sobre casamento ou vida de casada?

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