Topos de bolo. Pra que ser literal?

Sei que deveria falar de casamento de uma maneira menos específica, mas sei também que se você está aqui lendo esse post hoje é porque se identifica com o jeito Inveja Branca de ser. Livre, desencanado, criativo. Então vou falar de algo que me enche os olhos e me alegra muito em um casamento. Topos de bolo. (só dos quee u gosto rs.)

Desde que os noivinhos de biscuit que “imitam” o casal deixaram de ser a opção mais óbvia (bota óbvia nisso) os bolos de casamento ganharam personalidade e uma infinidade de opções. Quando resolvi casar já sabia que meu bolo teria um adorno de madeira (confira aqui https://bloginvejabranca.wordpress.com/2015/05/29/os-finalmentes/ ) nem cogitei outra opção, era completamente apaixonada por eles e passaria longe daqueles bonecos de biscuit (se simularem cenas engraçadinhas então…). Acho que a escolha do topo de bolo é um detalhe no qual a noiva tem total poder e que vai dizer muito sobre o casal que ela e o noivo formam. Talvez eu esteja dando muita importância a um detalhe, mas sendo esse detalhe bonequinhos fofos esta explicado.

Separei algumas opções que fazem meu coração bater mais forte…

As opções em crochê e tecido podem facilmente ser confeccionada por vovós habilidosas que se encheram de orgulho em participar.

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Aquele padrinho fera no Corel pode muito bem cooperar ativamente produzindo divertidos bonequinhos de papel…

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Biscuit de um jeito hiper fofo…

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Peças oficialmente de decoração que fazem bonito como topo de bolo…

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Descolado e baratex com fotos em polaroide…

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Lindos e de madeira…

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Só para não dizer que não falei dos clássico, cena linda (ainda que de perto pareçam um pouco monstrinhos kkkk)

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Mini wedding e a delícia de se estar entre os seus

Quem leu o primeiro post sobre o meu casamento aqui https://bloginvejabranca.wordpress.com/2015/05/15/o-casamento/ sabe que eu queria muito um mini wedding. Muito além da economia de se ter um casamento menor, eu queria mesmo era celebrar entre as pessoas mais próximas. Aquele tipo que pode chegar na casa sem ligar antes, que conheceram o noivo (noiva) quase no mesmo dia que você, que acompanhou de perto cada momento do namoro e dos preparativos do casamento. Para mim um mini wedding é uma festa onde todos se conhecem, afinal são todos amigos, não tem convidados do noivo e outros da noiva, são convidados dos dois. Bem acho que acabo de fazer uma boa definição. “não tem convidados do noivo e outros da noiva, são convidados dos dois”

Então o post já pode chegar ao fim? Nãoooooo

Aqui vai minha ideia de um mini wedding de sucesso mas sem regras, ok? Lembre-se é o SEU casamento, tem que ter sua cara.

Se todos são um turma só abuse das mesas coletivas. O charme de uma mesa coletiva é incontestável e não existe mesa redonda ou quadrada que a supere. Mesmo custando um pouquinho mais eu gastaria sem dó em uma bela mesa coletiva que de quebra ainda renderia uma decoração surpreendente.

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Leve a definição de mini para a decoração. Não consigo visualizar um mini wedding onde as mesas são adornadas com arranjos altos em pedestais de cristal. Aquele tipo de arranjo que você passa o tempo todo querendo arranca-lo de lá para poder ver todos nos olhos. Prefira arranjos baixos, ele não são sinônimos de simples (se o seu estilo é mais glam) Arranjos baixos podem ser tão sofisticados quanto qualquer um.

decoracao casamento_coral e verde1decoracao-de-casamento-com-tulipasmini_______________Se o casamento for noturno abuse das velas. Além de produzir um clima intimista são uma opção BBB (boa bonita e barata) para compor a decoração.

DECORAÇÃO_CASAMENTO_BARATA_FÁCIL_ÁGUA_VELAdecoracao-de-casamento-com-velas-flutuantesDecoração-com-velasdecoração-de-casamento-com-veladecoracao-de-casamento-com-velasSe os arranjos são baixos elementos que pendem do teto mais uma vez surpreendem e tornam a decoração mais interessante.

decoracao+aerea+00120518_1364075937_514e25a1b5a9fpinterestconfetti-wedding-trends-for-2013-lanterns-2Não custa repetir que o sucesso dos eu casamento está na linguagem única que você deve adotar então se terá um mini wedding leve o conceito para os convites, o vestido, o penteado, a cerimônia, a festa, a escolha do dress code… tudo deve “conversar” . Afinal está mais que provado que tamanho não é documento.

Vai casar? Onde buscar inspiração.

Acreditam que não comprei nenhuma revista de casamento durante todo o ano de organização do meu casório? Pois então; me virei com a infinidade de material que a internet oferece. Quase sempre buscava inspiração em sites e blogs gringos, afinal um casamento “meio gringo”  era tudo o que queria para mim. Atualmente já vemos muita coisa legal em terras brazucas mas esse é um movimento recente.

O Google está aí para que vocês se aventure (por sinal podem compartilhar os achados com a gente) mas resolvi fazer uma curadoria do que vi de melhor.

Sites nacionais

Lápis de Noiva   http://lapisdenoiva.com/

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Esse é o lugar para encontrar inspirações de belos casamentos DIY e ao ar livre. Sou viciada nele e até hoje não deixo de dar uma passadinha para ver as novidades. As imagens são lindas e hora e outra as meninas postam ótimos DIY para as noivas mais habilidosas.

Vestida de Noiva   http://vestidadenoiva.com/

2 No Vestida de noiva você vai ver de tudo um pouco, dos casamentos mais clássicos aos mais descolados passando por Destination Wedding de tirar o fôlego.  Sempre da para ter várias ideias vendo os casamentos reais que são postados no blog.

Constance Zahn   http://www.constancezahn.com/

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O forte da Constance são mesmo os casamentos clássicos mas também da pra ver de tudo por lá. O site traz uma ótima lista de fornecedores (que mesmo não cabendo no seu bolso valem a visita) que podem acabar te rendendo muitas ideias. Resumindo diria que é aqui onde você vai ver o maior número de casamentos que são a cara da riqueza.

Os gringos

Wedding Chicks   http://www.weddingchicks.com/

4Se você busca inspiração não pode dar o primeiro passo sem mergulhar nesse site. Veja tudo porque aqui você encontra um universo de opções e inspirações.

Style Me Pretty    http://www.stylemepretty.com/

5Para mim ele é o equivalente ao Lápis de Noiva e é, com certeza, aquele que faz meu coração bater mais forte. Amo os DIY e aqui você encontra os mais típicos casamentos criativos gringos. Vale muito a visita.

Por último e não menos importante…

Intimate Weddings   http://www.intimateweddings.com/blog/

6Como o próprio nome já diz o forte são casamentos pequenos cheios de alegria, imagens lindas e decorações fabulosas. Gostaria de me casar mais umas 4 vezes para colocar em prática tudo de inspirador que vi por aqui.

Viaje no Google, veja tudo, separe as inspirações por pastas (convite, decoração, iluminação, buquet …) isso vai facilitar sua vida na hora de tomar as decisões e voltem para falarmos mais sobre casamentos.

Antes do casamento – Como chegamos até aqui

Nada mais propício do que contar um pouco sobre como conheci do Gustavo e como tudo começou, ainda mais em um dia como hoje… Bem, posso dizer que me apaixonei a segunda vista, já que eu e ele já haviamos estudados juntos, mas nesse período não trocamos nem uma palavra, eu nem ao menos me  lembro dele, quer dizer; eu não me lembro conscientemente.

Uns 7 anos após esse período escolar nos encontramos em uma festa de uma prima dele, e o que eu estava fazendo lá? Acredita que essa prima queria me juntar com o primo dela, só que outro rs!! É cada coisa, né. Não achei que a história com o tal primo daria a menor liga. Eu estava certa. Quando o Gu chegou logo tive a impressão que conhecia aquele garoto de algum lugar, acho que essa impressão era aquele CLICK disfarçado. Naquela mesma noite só consegui descobrir o nome dele, o que não me disse nada, afinal não deve haver no mundo pessoa pior para relacionar o nome a pessoa. Mas saí de lá encucada… e onde se descobre tudo (o quase tudo ) sobre alguém senão nas redes sociais. Pois fui atrás dele e começamos a nos falar por lá. (eu acho que é Orkut mas ele diz que não somos tão velhos assim e é Facebook)

Demoramos mais de um mês para sairmos e depois do primeiro convite ele demorou mais de 15 dias para ligar de novo. Segundo ele, falta de tempo mas eu bem acho que era tática mesmo. Se eu estiver certa só posso dizer que funcionou.

Sabe quando você encontra alguém com quem parece ter estado a vida toda, o assunto flui, o ombro é no tamanho ideal para seua cabeça, o abraço é reconfortante. Foi assim com agente, e ainda é. Não vou dizer que fomos feitos um para o outro porque nem acredito em tampa e baio. E porque estamos juntos então? Porque desde o início estivemos dispostos a se abrir para o gosto do outro, entender a vontade do outro, viver um pouco o que cada um trouxe de sí. Não existe mágica é muito trabalho mesmo, há de se gastar tempo, de se engolir seco, de ficar brava e esperar o dia amanhecer  para deixar prá lá e continuar juntos. Mas de uma coisa tenho certeza, só ficamos juntos porque nos encontramos na hora certa. Eu estava em uma fase de quer um namorado, de sossegar, tinha passado os  últimos 7 anos do jeito que o diabo gosta, só na festa, no boteco, na farra. Se foram anos ruim? Se agora é tudo melhor? Se eu quero voltar no tempo?

Claro que tem dia que eu quero voltar no tempo, porque sim foi um tempo muito bom. Curti meus amigos muito, as histórias que vivemos juntos rendem boas risadas até hoje, viajei, conheci gente de toda parte do mundo, fui morar em outra cidade, gastei meu tempo só comigo, mas chegou a hora de viver outras histórias, essa hora sempre chega, e quando  chegou fui apurando o olhar para o que eu queria. É natural, passamos a emanar outra energia e daí a coisa vai tomando um caminho novo até  um encontro certeiro acontecer. Já temos muitas histórias juntos e também rimos sempre ao lembrar, agora tenho um ótimo companheiro de viagem, um cozinheiro dos bons, um amigo tranquilo, e assim também estou feliz. Nem mais nem menos do que antes, só feliz, afinal felicidade é assim ou sim ou não e PONTO. E sim eu tenho vontade de ser solteira outra vez, principalmente quando o Jota Quest vem tocar na cidade e eu acabo não indo porque marido sempre tem uma desculpa.

Minha maior e absoluta queixa a vida de namorada/casada: “nunca mais vi um show do Jota Quest”, no mais é coisa da vida, tudo trivial diante do que ainda está por vir.

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Mais sobre o casamento –

Foi fácil decidir não finalizar essa tag junto com o mês de maio, afinal me lembrei que ainda não falei um monte de coisas e que essa saga está longe de terminar.
Entre todas as histórias cheias de carinho a do meu bouquet é a mais significativa. Mais de um ano antes de saber que me casaria estavamos eu e marido (nesse momento ocupando o posto de namorado) passando por uma rua quando avistei um lindo pé de jasmim carregado de flores brancas. Era um terreno de onde acabara de ser demolida uma casinha antiga. O Jasmim estava lá no canto, provavelmente sua beleza o fez ganhar mais alguns meses de vida (ele acabou por ser arrancado tempos depois) Disse que queria uma muda porque quando nos casassemos meu buquet seria feito só de Jasmim. Namorido foi até lá arrancou a muda e fomos direto para a casa da minha vó, tem coisas que só vó faz por você.
Ela plantou e cuidou amorosamente da minha mudinha, e claro sorriu quando contei sua finalidade: Você inventa cada coisa, culpa da sua mãe que te da muita corda.
Um ano mais tarde foi a casa da minha vó que foi vendida e derrubada, mais uma casinha velha cheia de história que subumbira ao crescimento urbano ( e aqui fala uma arquiteta cheia de queixas sobre a forma como esse crescimento se dá) O Jasmim foi levado para casa nova mas lá logo perdeu os cuidados da sua cuidadora. Dessa vez foi minha vó quem foi engolida pelo preço do passar do tempo… enfim
Sem os cuidados dela o Jasmim não era o mesmo e mais de um ano após sua morte quando chegou a hora do casamento, e a seca brava que assolou a primavera ano passado, não havia Jasmim algum para o bouquet. Comprei algumas outras flores (desde sempre sabia que faria meu bouquet)  e fui à caça de alguns herois da resistência pelas praças da cidade. Juro, foi isso mesmo que fiz, “roubei” Jarmim pela cidade. Por uma causa nobre acho que fui perdoada.
Encontrei alguns bem poucos e voltei jururu para casa; foi o agora já quase marido, que compadecido pela minha voz tristonha quem encontrou e me trouxe uma penca bem bonita na manhã do casório. Só esqueci de uma coisa básica… jasmins são ultra delicados e caem só de olhar. Então na montagem do buquet era eu colocar um e cairem dois. Também esqueci de comprar a fita floral e fiz com fita crepe mesmo. Para o acabamento usei parte da barra do vestido na desculpa que era para combinar, mas a verdade é que a fita branca que deveria ter em casa sumiu no meio da bagunça pré casamento.
Não sobraram muitos Jasmins no bouquet somente o  bastante para levar minha vó alí bem pertinho de mim.
Além do mais achei que ficou lindo de todo jeito.
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Os finalmentes

Já chegamos no capitulo final? Como assim… passei um ano organizando tudo isso e já acabou?! Esse é um dos clichês que falei lá no primeiro capítulo (https://bloginvejabranca.wordpress.com/2015/05/08/como-nao-falei-disso-antes/) passa muuuuito rápido.
Antes de terminar devo dizer que amei ouvir os elogios e saber que minha aventura agradou tanto, obrigada a cada um dos leitores que acompanharam minha saga. Já penso em tornar essa uma tag permanente, afinal de contas a aventura mesmo estava só começando quando a festa acabou e ainda há muito pra contar. E vamos ao último (será?) capitulo.
Teve uma hora que desisti das listras de afazeres e fui fazendo as coisas a medida que elas tinham que estar prontas. Nas semanas finais pintei as garrafas dos arranjos, que passei um ano juntando e me renderam o apelido de garrafeira; finalizei as velas que comprei, bem simples pela internet, cobri todas com fita de paete dourado, embalei os presentes das madrinhas e fiz a gravata borboleta do noivo.
Os noivinhos de madeira que já era apaixonada desde antes de saber que um dia me casaria, mas que custam uma pequena fortuna, ganharam um versão DIY. Comprei a basa pela internet (o casamento me transformou em um viciada em comprar virtuais) as tintas em uma loja de artesanato local e fiz alguns esboços antes de me arriscar nos finalmentes. Não ficaram profissionais mas ficaram bem dignos, o sufuciente para convencer minha irmã que não seria um casamento mambembe. (PS: quando você resolve contrariar um pouco o modus operandi acaba deixando todo mundo com uma pulga atrás da orelha) Fui escolher a maquete do bolo 1 mês antes e já cheguei lá com os dedos cruzados e uma foto na mão de uma que seria minha escolha, só um detalhe me separava dela, ela teria que ser produzida e isso não estava combinado. De tanto ensaiar minha cara de noiva carente convenci minha doceira MARAVILHOSA a faze-la e ela me convenceu a comprar mais forminhas para montagem das mesas. Eu que já tinha fechado a conta passei o cartão mais uma vez. Foi uma troca justa!! (Ps²: na semana final gastei pra caramba, não sei se é uma regra mas eu deixaria um reserva para os imprevistos que chegam sempre quando a grana já está no fim.)
Falando assim até parece que tudo foi se desenrrolando como fim de novela né, só que não, isso é um casamento, sempre existe um porém… No início da preparação do casamento fui a um daqueles eventos de noiva (maior perda de tempo) e vi as cabines de fotos lá. Pera aí, cabines de fotos tipo filme gringo? Mas é claro que é minha cara e que tem que ter. A empolgação terminou com os 4 digitos do orçamento e lá pelo 5º meses depois de tentar de todo jeito, sem sucesso, encaixa-la no orçamento, isso foi deixado de lado. Bem que eu tentei me conformar, mas fazia contas escondido quase toda semana tentando arrancar alguma grana da cartola. Não arranquei grana alguma mas da cartola saiu uma ideia legal. Por que não fotos polaroides a moda antiga. EUREKA!!! Comprei a câmera no site do Magazine Luiza (Mini Intax Fujifilme), e os filmes no Submarino, fiz adesivos do tipo: EU FUI! para personalizar as fotos e no hall do salão montei um estúdio divertido com painel e tudo mais.
Com tanto para fazer terminei por pintar o painel na noite anterior ao casamento. Foi aí que estraguei toda a unha, aquela tinta para quadro negro é meio profissional demais para o manuseio de noiva de véspera. Na manhã seguinte até tentei arrumar, mas toda mulher sabe: quando a unha estraga, por algum motivo esotérico (vai saber) ela sempre estraga outra vez, não importa o quanto você refaça; e eu tentei por 3 vezes, até desistir e ficar me lembrando todo tempo de esconder as mãos para foto. (mentira, só me lembrei disso nos primeiros 30min). Um amigo se dispôs a fotografar os convidados, escolhi o amigo mais solto da turma, e aqui vale um agradecimento mais que especial, um convidado que se propões a trabalhar na hora da festa? Mas ele é super animado ecurtiu tanto quanto os convidados o “bico” de fotografo. Assim a chegada na festa foi uma festa à parte. De todas as ideias, movidas a falta de grana, essa foi com certeza a melhor.
A festa foi ótima e apesar de eu não ter tido um mini wedding acabei me comportando como se fosse porque consegui falar com meus amigos um por um, com todo tempo de mundo. Se eu comi? Não mesmo. Bebi? Também não; e ta aí mais um clichê. Aproveite as degustações porque é a única hora que você vai comer de verdade.
Não dancei valsa, marido não dançaria nem pagando, mas dancei a primeira lenta da minha vida. Se você não tinha 13 anos no início dos anos 90 não sabe do que eu estou falando… enfim dançamos Banda do Mar. E tive vontade de chorar pela segunda vez.
E no mais é o de sempre, tudo acaba bem com muitos abraços, muitos bebados, muitos vexames, muita história para contar, alguém chorando no banheiro, um casal tendo DR, muitos presentes para abrir e um vida nova para começar.
Mas aí já são outras histórias.
Querem que eu conte mais sobre casamento ou vida de casada?

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Amor a primeira vista e um vestido

A essa altura vocês já devem estar pensando que sou uma noiva revolucionária do tipo rebelde e tal, mas não é nada disso, eu só queria algo que me encantasse e que coubesse no orçamento e não iria vender um rim para casar. Com esses limitantes eliminar os execessos foi fácil… e vamos ao vestido.
Escolher o vestido é a melhor parte de todas, afinal quando na vida temos chance de usar uma produção hollywoodiana assim? Modelos lindos de todos os tipos é o que não faltam, gloria ao papis do céu existe a China para salvar noivas classe C. Queria usar um vestido só meu, até porque não queria um vestido cheio de fluflu e renda, nem branco.
Sabia que encontrar um vestido off white para alugar ainda é uma missão impossível em Goiás? Quase não há opções e visto isso fui direto para os sites chinesses. Encontrei o Millanoo e lá achei pelos menos uns 5 modelos que amei, mas como a internet é um mundo de descobertas e lá no fundo tinha um sonho de usar um Vera Wang fiz a rica e fui ver alguns modelos na gringa, claro que encontrei o vestido mais lindo do mundo, aquele que parece ter sido feito especialmente pra você, que se não for aquele não será prefeito e é claro também que o vestido custava um pequena fortuna e o site não fazia entrega no Brasil. Foram algumas semanas para me libertar desse fato e voltar a escolher o vestido Xing lIng que seria meu look do dia.
Agora olha só como o universo é um romantico e ama um casamento, na última semana que tinha para pedir o vestido em tempo hábil fui lá dar uma espiada no Vera Wang apaixonante pra me despedir e ele estava de promoção, estrela nos olhos, emoção e festa interior… nem tudo estava resolvido, ainda precisava fazer o danado chegar no Brasil… não é que meu tio que mora por lá viria para o Brasil em Maio. Fala sério se não dei uma sorte danada.
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Meu vestido chegou em Maio (me casei em Outubro) abri o pacote correndo vesti na mesma hora e foi a primeira vez que tive vontade de chorar. Por mim teria passado uns 3 dias com ele do tanto que é lindo e que era tudo exatamente como queria.
E me casei assim, ryca, phyna de Vera Wang.
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Um vestido leve pedia um véu leve só de tule com camada dupla e nada mais, até hoje minha mãe não se conforma de eu ter usado um véu liso, enfim (alguém será contrariado, como já tinha dito) Você noiva já viu o preço do aluguel de um véu? Eu cai de costas quando vi e fui atrás de valorizar meu dindin que não é capim, comprei o tule off white com um leve brilho, um tule lindo por sinal, novinho, encorpado, 8m me custaram R$115,00, paguei R$ 50,00 para deixa-lo pronto. Um véu duplo de 4 metros para alugar seria R$800,00.
É assim com força de vontade e sem preconceito que uma Invejosa Branca se casa lacrando.

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Com o convite nem gastei meu psicológico, que a essa altura já andava bem noiva (cansado, emocionado, nervoso e se sentido pobre), com o modelo inspiração salvo na pasta CASAMENTO (PS. crie uma na área de trabalho), horas no Corel Draw, boneco pronto, futuro marido feliz, fomos atrás do papel e dos detalhes de fechamento e tudo mais. Foi no que trabalhamos mais juntos, uma delícia. Por sinal ele descobriu a loja de papeis e agora já sabe ir passear lá. A Escrizam é tipo a Disneyland de quem gosta de cortar e colar. Para a montagem dos convites solicitei a melhor amiga. 150 convites e 300 convitinhos individuais me custaram 260,00 depois de prontos. Deu um trabalho danado, ficamos mais de um mês para finalizar a montagem mas valeu a pena.

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Junto com o convite nasceu também a identidade visual e todos os impressos, plaquinhas de fotos, tags de presentes de padrinhos e madrinhas, o saquinho de pipoca (sim eu levei um pipoqueiro para a porta da igreja) plaquinhas das mesas (muito útil pensar em separar algumas mesas para ninguém ficar perdido em uma mesa sozinho, ou a turma não sentar toda separada) personalização dos guardanapos (que fiz junto com mamys) e os laços para as caixinhas de doce que cortei e montei um a um. Ufa!! Falando assim nem sei como dei conta de tudo isso.

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Já é hora de pensar no ultimo capitulo, e vocês tem gostado de ouvir essas aventura? Semana que vem conto um pouco de tudo sobre a festa, os doces, os noivinhos do bolo e sobre a noiva que casou de unha estragada… voltem para saber porque.

O casamento

Eu não fui uma dessas meninas que sonhavam em se casar de véu, grinalda e flor de laranjeira, mas o meu (até então) namorado me disse: Só casando!!! e resolvi entrar na onda. Pra não ser tão fácil fiz algumas exigências; queria um mini wedding no campo e a tarde, nada de mais só que vi logo na saída que as coisas não seriam simples assim. Foi impossível fechar a lista nos 70 convidados que eu queria, o padre não nos casaria fora da igreja e as 17H não se celebra casamento em igreja alguma na cidade. Legal né? Já sabendo que teria que me adequar a um outro contexto coloquei na balança o que seria mesmo muito importante. De todas as exigencias iniciais me apeguei ao horário e segui firme na procura do lugar. Encontrei uma capela na qual conseguiria me casar no fim da tarde, de brinde ainda poderia tocar as músicas que quisesse ( por aqui se você se casa na igreja só pode tocar músicas “religiosas”), nas palavras da zeladora de lá: Até Chiclete com Banana (senhora ousada, me ganhou na hora); a lista foi reduzida o máximo e a capela se mostrou melhor que a encomenda.
Acho que esqueci de dizer no ínicio que o universo conspira a favor das noivas, então em alguns momentos somente durmam e deixe o tempo agir.
A capela já é linda o que me polpou tempo e dinheiro na decoração, me polpou o tempo e a paciência que gastei procurando os músicos da cerimônia. Queria somente voz e violão em um clima intimista, totalmente condizente com o fim de tarde de primavera. A tarefa que parecia fácil se mostrou impossível, por mais que eu tentasse não era clara o bastante ao dizer NÂO ao violino, ou aos 3 tenores. Tenor???? Já convencida e levar as músicas gravadas me lembrei do meu primo-amigo Calelo da Banda RH Positivo. Depois de vários dias e muita chateação procurando nos lugares errados, 5 min de uma conversa pelo facebook resolvi tudo com ele; mandei os links das musicas do youtube, disse o dia e a hora e risquei esse item da lista. UFA!!… Ficou perfeito e eu saí mais do que feliz em poder ter alguém tão querido ali participando.
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Resolvido a música me diverti muito com a primeira reunião com a cerimonial, que também não sofri escolhendo porque uma amiga de anos trabalha com ela, me cerquei de gente querida e isso foi muito importante, as reuniões foram sempre divertidas: “Uma dama?; Ela vai entrar duas vezes então? -Não, ela vai entrar uma vez na minha frente já com as alianças… ahhh e não feche a porta antes da minha entrada, quero ir alí atrás da dama como era na minha época de dama. Pronto, ganhei apelido de noiva “diferente” para não dizer “estranha”. A Paula foi fofa, acreditou nas minhas particularidades e mais uma vez um item estava decidido.

Escolher algo e não voltar atrás foi algo que fiz por pura intuição mas serve como dica para as noivas. Sempre vai haver algo novo (afinal começamos a preparar com 1 ano de antecedência), sempre vão surgir novas músicas, a cor da moda vai mudar mas seja firme naquilo que você escolheu. Por experiência digo: a primeira escolha é certeira, se está OK, está mesmo ok!
E não fique encanada com modismo, o casamento não tem a obrigação de ter um monte de coisas, se não é sua cara, não faça; se não cabe no seu orçamento, tudo bem; nada disso deixa esse dia menos brilhante e espetacular.
Na próxima semana conto sobre a escolha do vestido, a saga do véu e os convites.
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