Normal demais para ser “blogueira”

Hoje quando paro por 5 minutos para pensar o quanto já curti acompanhar vários blogs parece até que vivia em outro corpo. Já passei pela fase de fazer a ronda diária em todos os blog “da moda” de moda, desejar esse ou aquele look ou principalmente, desejar aquela vida. E é isso mesmo que elas estão vendendo ali, a pseuda possibilidade de se ter aquela realidade através de seus looks.

Eu posso até dividir em 10 vezes o Valentino de uma delas mas é provável que no meu pé ele se passaria por uma versão de R$ 199,90. Pior, poderia me render a uma bolsa “similar” (odeio esse termo bonitinho pra falsificado) Chanel 2.55 e sair  mentindo para mim. Se bem que dizem as más línguas que até elas fazer isso, né?! Mais um motivo que torna todo esse universo questionável na minha atualidade.

Ainda faço minhas leituras diárias inclusive passo por esses blogs de antes, vou atrás de inspiração que são transformadas para minha realidade. Aquele penteado que posso fazer sozinha, a maneira de reinventar o jeans de sempre, uma peça linda que posso produzir DIY. Mas também tenho curtido muito blogs de gente que tem vida normal, que paga pelas suas próprias roupas, que vai para Paris de classe econômica e compartilha dicas de restaurantes BBB (bom, bonito e barato), gente que divide suas emoções e dúvidas sobre a vida e que nos ajuda a responder as nossas questões com seus textos. É uma delícia ler sobre como a vida “comum” pode ser tão incrivelmente divertida. Eles me ajudam a ver o extraordinário na rotina ordinária e amiga; isso faz um bem danado.

Costumava sempre fazer essa pergunta quando me via em uma situação corriqueira: “Isso é glamour?” As vezes é sim.

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Começo a semana sem nada para vestir

E não devo ser a única. Seja realmente ou  psicologicamente. Afinal tem dias em que os olhos adentram o guarda roupa mas não agradam de nada. Penso que a vida é ruim nesses dias (brincadeira).

Após uma faxina radical, demorada, adiada, desejada e difícil abri hoje o guarda roupa (atrasada, claro) sem saber se não tinha mesmo o que vestir ou se nunca tive. Afinal de contas, teoricamente, ficou somente o que amo muito ou é um curinga na produção e ainda assim me pareceu nada. Desde quinta feira, quando dei a sina por finalizada tenho exercitado minha criatividade e paciência, por incrível que parece foi um fim de semana de muitas produções e após matutar um bocado saí de casa pensando que fiz o melhor que podia (ou seja, não amei).

Na minha atual fase reflexiva só consigui pensar se sabia mesmo do que gostava, se havia mudado tanto ao ponto de não me reconhecer, se gastei mais grana errada do que sonha minha vã filosofia ou todas as opções anteriores. Não dá para negar que moda é uma parte indissociável da nossa vida, mesmo de saco cheio dela me vi tão imersa no seu universo nesses últimos três dias. Dor e delícia.

Sei que toda essa paranoia fashion é besteira e que logo logo vou me acostumar e voltar a amar minhas velhas novas peças, muitas redescobertas e já saídas do guarda roupa no fim de semana. Quando chegar a hora de adquirir as novidades espero saber exatamente o que quero, ou seria, quem sou?!

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Nesse Agosto eu quero…

Tudo bem, esse é um post que deveria ter sido escrito no começo do mês, mas como Agosto tem 72 dias então tecnicamente ainda estamos no começo.

Já contei várias vezes que virei a maníaca das listas, mas quando fui  analisar os resultados nada tinha sido feito, ou quase nada. Então resolvi substituir as listas por metas. Globais e sem prazos determinados são mais fáceis de cumprir, conforme já testei em Julho. Mês passado fiz um teste e achei que metas são mais meu tipo. O fato de determinar um atividade para “tal” dia e acabar por não cumprir aquela tarefa no dia específico me deixava meio atropelada, uma vez que no dia seguinte tudo já estava preenchido e a atividade atrasada ficava sem lugar.

E porque diabos eu estou contando isso aqui? Ué, porque esse blog é meu e isso é a minha vida então não há melhor lugar para falar das atuais resoluções para uma vida melhor. Sem contar que algumas metas dizem respeito a esse espaço.

Meta 1– Organizar todos os armários de casa.

Muito já foi feito em Julho, muita coisa foi para lixo ou para a doação (até uma cama ganhou destino melhor) mas sigo precisando finalizar. Juntei várias caixas para colocar a papelada em ordem e os materiais das minhas aventuras craft. Começo a achar que tudo vai ter jeito e que finalmente a ordem vai se instalar na minha casa (e na vida)

Isla Fisher

Meta 2 – Postar receitinhas.

Essa meta está ligada a outra: comer melhor e em casa, que ainda se liga a mais uma: levar marmita para o trabalho que consequentemente me faz: economizar (oba!!)

Verdade é que sempre que preparo alguma coisa em casa fico com vontade de compartilhar aqui no blog, mas as fotos são feitas rapidinho e fico com vergonha de postar de forma tosca. Então se eu quero postar receitas preciso bolar um plano para fotografar dignamente e editar de forma bonita. (isso mesmo bonita, come-se com os olhos, ora bolas)

batataMeta 3 – Levar a sério os rituais de cuidado com a pele.

Contei aqui que me desesperei com os pés de galinha linhas de expressão que aparecem nas minhas fotos de casamento? Foi difícil ignorar meus 3.2 depois deles. Comprei novos produtos para a pele, iniciei o ritual completo noturno (lavar, tonificar, hidratar, creme para noite, área dos olhos, contorno da boca…) mas ainda não consigo fazer o mesmo de manhã, fico com o filtro solar e uma soneca a mais do despertador.

creme-anti-idade-8Meta 4– Fotografar o look do dia

Esse é o mais difícil afinal marido está sempre correndo (muitas vezes, nós) e parar para tirar uma foto num lugar legal as vezes requer o mínimo de tempo e paciência. Mas há dias em que produzo looks tão legais que me arrependo de não ter feito uma foto. Tenho pensado em resolver isso com fotos toscas mas cheias de boa vontade no espelho mesmo.

PS: moça da foto (desculpa a falta dos créditos) não estou chamando sua foto de tosca não, tá. Só achei a sua foto a mais legal para ilustrar esse post.

fotoMeta 5 – Colocar em prática o projeto de decor do apartamento.

Criei vergonha na cara e abandonei o “casa de ferreiro, espeto de pau”. Fiz levantamento, planta, layout e imagens 3D para namorar as novidades e convencer o marido a mudar muita coisa na #homelidygu. Estou louca para ver tudo pronto e dividir aqui com vocês. Posso desabafar; é muito difícil ser seu próprio cliente e o marido então?!

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Acho que tenho coisas o bastante para fazer nos próximos 62 dias de Agosto. kkk

Por que ter um guarda roupa racional é tão difícil?

Esses meus dias de revolta/desespero fashion tem me feito pensar muito sobre a motivação das minhas compras. Compro porque achei o preço bacanérrimo (caio em todas as pegadinhas de liquidação) compro porque foi amor a primeira vista (nem todo amor é pra sempre) compro porque quero “aprender” a usar tal peça (é provável que eu seja uma dislexa fashion) enfim compro por vários motivos que me fazem pagar uma fatura absurda de cartão todos os meses e ter uma guarda roupa vazio depois de um faxinão.

Daí leio várias coisas sobre como aprimorar o estilo pessoal e montar um guarda roupa enxuto e que funciona e só consigo pensar: mas porque diabos é tão difícil ser racional nessas horas? Eu já sei que preciso de uma boa camisa branca mas meu coração bate mesmo é pelas estampadas, quase sempre com estampas que já não acho serem apropriadas para minha idade. Não preciso de mais vestidos mas não posso passar por um modelo que ainda não tenho para querer leva-lo para casa. O mesmo devo dizer das saias.

Não poderia encontrar texto mais pedagógico que o da Carol Burgo  que compartilho um método eficaz de refazer o guarda roupa aqui: http://www.smallfashiondiary.com/2015/06/5-passos-para-comecar-a-transformar-seu-estilo.html

Já fiz uma tentativa de aplicar o método mas não fui bem sucedida, tenho pensado em fazer outra, uma vez que minha crise fashion não passa e resolve-la se tornou urgente. Certo é que não me reconheço mais no que tenho e me sentir assim, estranho no ninho, causa um vazio que pula do armário e estaciona bem aqui dentro da alma.

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Nossa!!!! Crise existencial nível 100 milhões.