Tem alguma noiva ai para não me deixar mentir ou alguém para dizer que não fiquei louca em sentir uma pontinha de tristeza em ter meu álbum nas mãos? Não!!! O problema não é ele, o álbum está escandalosamente lindo e ver todo aquele ano de preparativos e aquele dia surreal contado assim em imagens numa sequência lógica de fatos é demais. Não sei se já contei aqui mas meu casamento não teve vídeo. Eu e marido somos tímidos demais para nos sentir a vontade com uma câmera na nossa cara e juntamos a isso a grana que estava curta. Em nenhum momento senti falta ou me arrependi. Ter o álbum nas mãos me provou que eu estava certa. (estar certa: uma realização taurina) Imagens te deixam livre para fazer a sonorização, para completar o momento com seu próprio ponto de vista. Apesar da cena ser imóvel escutei a música, me lembrei do olhar da minha mãe, do que eu pensava, do perfume. It’s magic!! Mas quando cheguei na ultima página me vi com um vazio enorme. Desconsolada desabafei: Agora acabou tudo! E maridão que vê sempre o copo meio cheio prontamente me corrigiu. – Agora começou todo o resto. E naquela hora, mais uma vez, eu me lembro o porque de ter descido do carro e entrado naquela igreja. A resposta para a pergunta que me fiz antes de respirar fundo é que eu o amo e isso faz todo esse resto que já começou naquele dia valer a pena. album

Escolhendo o estilo do casamento

E ai pessoal, visitaram os blogs que indiquei na sexta passada? Gostaram de muita coisa? De tudo, talvez…. isso acontece mesmo e por isso é tão difícil definir o estilo do casamento. Não há nada de errado em gostar do moderninho mas querer castiçais de cristal, ou amar o clássico mas se apaixonar por ma decoração ultra colorida. Errado não tem mas se você quer que o seu casamento fique marcado como “O” casamento a linguagem é importante. Afinal se tudo conversa harmoniosamente dentro de um mesmo estilo você transporta seus convidados a outro lugar, um lugar que será só seu e do seu noivo, mais do que uma cerimônia e uma festa (que de modo geral não são tão diferentes assim) o seu casamento será uma experiência que deve ir muito além de boa música, bebedeira e comida.

Escolher um estilo pode ser fácil para alguns e um pouco mais difícil para todos, gaste tempo com isso, pesquise de verdade e uma vez decidida confie e siga firme. Tudo no casamento deverá estar dentro desse estilo (com variantes lógico) isso é o que poderíamos chamar de: criar uma identidade visual. Um termo da publicidade para a vida.

Já que disse que é um processo criterioso e lento vamos por partes. Hoje selecionei algumas referências do Vintage para vocês. Se seu coração disparar talvez você tenha encontrado se não volte na próxima semana e veremos qual o seu estilo.

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Sempre me fica a vontade de casar outra vez…

Os finalmentes

Já chegamos no capitulo final? Como assim… passei um ano organizando tudo isso e já acabou?! Esse é um dos clichês que falei lá no primeiro capítulo (https://bloginvejabranca.wordpress.com/2015/05/08/como-nao-falei-disso-antes/) passa muuuuito rápido.
Antes de terminar devo dizer que amei ouvir os elogios e saber que minha aventura agradou tanto, obrigada a cada um dos leitores que acompanharam minha saga. Já penso em tornar essa uma tag permanente, afinal de contas a aventura mesmo estava só começando quando a festa acabou e ainda há muito pra contar. E vamos ao último (será?) capitulo.
Teve uma hora que desisti das listras de afazeres e fui fazendo as coisas a medida que elas tinham que estar prontas. Nas semanas finais pintei as garrafas dos arranjos, que passei um ano juntando e me renderam o apelido de garrafeira; finalizei as velas que comprei, bem simples pela internet, cobri todas com fita de paete dourado, embalei os presentes das madrinhas e fiz a gravata borboleta do noivo.
Os noivinhos de madeira que já era apaixonada desde antes de saber que um dia me casaria, mas que custam uma pequena fortuna, ganharam um versão DIY. Comprei a basa pela internet (o casamento me transformou em um viciada em comprar virtuais) as tintas em uma loja de artesanato local e fiz alguns esboços antes de me arriscar nos finalmentes. Não ficaram profissionais mas ficaram bem dignos, o sufuciente para convencer minha irmã que não seria um casamento mambembe. (PS: quando você resolve contrariar um pouco o modus operandi acaba deixando todo mundo com uma pulga atrás da orelha) Fui escolher a maquete do bolo 1 mês antes e já cheguei lá com os dedos cruzados e uma foto na mão de uma que seria minha escolha, só um detalhe me separava dela, ela teria que ser produzida e isso não estava combinado. De tanto ensaiar minha cara de noiva carente convenci minha doceira MARAVILHOSA a faze-la e ela me convenceu a comprar mais forminhas para montagem das mesas. Eu que já tinha fechado a conta passei o cartão mais uma vez. Foi uma troca justa!! (Ps²: na semana final gastei pra caramba, não sei se é uma regra mas eu deixaria um reserva para os imprevistos que chegam sempre quando a grana já está no fim.)
Falando assim até parece que tudo foi se desenrrolando como fim de novela né, só que não, isso é um casamento, sempre existe um porém… No início da preparação do casamento fui a um daqueles eventos de noiva (maior perda de tempo) e vi as cabines de fotos lá. Pera aí, cabines de fotos tipo filme gringo? Mas é claro que é minha cara e que tem que ter. A empolgação terminou com os 4 digitos do orçamento e lá pelo 5º meses depois de tentar de todo jeito, sem sucesso, encaixa-la no orçamento, isso foi deixado de lado. Bem que eu tentei me conformar, mas fazia contas escondido quase toda semana tentando arrancar alguma grana da cartola. Não arranquei grana alguma mas da cartola saiu uma ideia legal. Por que não fotos polaroides a moda antiga. EUREKA!!! Comprei a câmera no site do Magazine Luiza (Mini Intax Fujifilme), e os filmes no Submarino, fiz adesivos do tipo: EU FUI! para personalizar as fotos e no hall do salão montei um estúdio divertido com painel e tudo mais.
Com tanto para fazer terminei por pintar o painel na noite anterior ao casamento. Foi aí que estraguei toda a unha, aquela tinta para quadro negro é meio profissional demais para o manuseio de noiva de véspera. Na manhã seguinte até tentei arrumar, mas toda mulher sabe: quando a unha estraga, por algum motivo esotérico (vai saber) ela sempre estraga outra vez, não importa o quanto você refaça; e eu tentei por 3 vezes, até desistir e ficar me lembrando todo tempo de esconder as mãos para foto. (mentira, só me lembrei disso nos primeiros 30min). Um amigo se dispôs a fotografar os convidados, escolhi o amigo mais solto da turma, e aqui vale um agradecimento mais que especial, um convidado que se propões a trabalhar na hora da festa? Mas ele é super animado ecurtiu tanto quanto os convidados o “bico” de fotografo. Assim a chegada na festa foi uma festa à parte. De todas as ideias, movidas a falta de grana, essa foi com certeza a melhor.
A festa foi ótima e apesar de eu não ter tido um mini wedding acabei me comportando como se fosse porque consegui falar com meus amigos um por um, com todo tempo de mundo. Se eu comi? Não mesmo. Bebi? Também não; e ta aí mais um clichê. Aproveite as degustações porque é a única hora que você vai comer de verdade.
Não dancei valsa, marido não dançaria nem pagando, mas dancei a primeira lenta da minha vida. Se você não tinha 13 anos no início dos anos 90 não sabe do que eu estou falando… enfim dançamos Banda do Mar. E tive vontade de chorar pela segunda vez.
E no mais é o de sempre, tudo acaba bem com muitos abraços, muitos bebados, muitos vexames, muita história para contar, alguém chorando no banheiro, um casal tendo DR, muitos presentes para abrir e um vida nova para começar.
Mas aí já são outras histórias.
Querem que eu conte mais sobre casamento ou vida de casada?

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Amor a primeira vista e um vestido

A essa altura vocês já devem estar pensando que sou uma noiva revolucionária do tipo rebelde e tal, mas não é nada disso, eu só queria algo que me encantasse e que coubesse no orçamento e não iria vender um rim para casar. Com esses limitantes eliminar os execessos foi fácil… e vamos ao vestido.
Escolher o vestido é a melhor parte de todas, afinal quando na vida temos chance de usar uma produção hollywoodiana assim? Modelos lindos de todos os tipos é o que não faltam, gloria ao papis do céu existe a China para salvar noivas classe C. Queria usar um vestido só meu, até porque não queria um vestido cheio de fluflu e renda, nem branco.
Sabia que encontrar um vestido off white para alugar ainda é uma missão impossível em Goiás? Quase não há opções e visto isso fui direto para os sites chinesses. Encontrei o Millanoo e lá achei pelos menos uns 5 modelos que amei, mas como a internet é um mundo de descobertas e lá no fundo tinha um sonho de usar um Vera Wang fiz a rica e fui ver alguns modelos na gringa, claro que encontrei o vestido mais lindo do mundo, aquele que parece ter sido feito especialmente pra você, que se não for aquele não será prefeito e é claro também que o vestido custava um pequena fortuna e o site não fazia entrega no Brasil. Foram algumas semanas para me libertar desse fato e voltar a escolher o vestido Xing lIng que seria meu look do dia.
Agora olha só como o universo é um romantico e ama um casamento, na última semana que tinha para pedir o vestido em tempo hábil fui lá dar uma espiada no Vera Wang apaixonante pra me despedir e ele estava de promoção, estrela nos olhos, emoção e festa interior… nem tudo estava resolvido, ainda precisava fazer o danado chegar no Brasil… não é que meu tio que mora por lá viria para o Brasil em Maio. Fala sério se não dei uma sorte danada.
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Meu vestido chegou em Maio (me casei em Outubro) abri o pacote correndo vesti na mesma hora e foi a primeira vez que tive vontade de chorar. Por mim teria passado uns 3 dias com ele do tanto que é lindo e que era tudo exatamente como queria.
E me casei assim, ryca, phyna de Vera Wang.
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Um vestido leve pedia um véu leve só de tule com camada dupla e nada mais, até hoje minha mãe não se conforma de eu ter usado um véu liso, enfim (alguém será contrariado, como já tinha dito) Você noiva já viu o preço do aluguel de um véu? Eu cai de costas quando vi e fui atrás de valorizar meu dindin que não é capim, comprei o tule off white com um leve brilho, um tule lindo por sinal, novinho, encorpado, 8m me custaram R$115,00, paguei R$ 50,00 para deixa-lo pronto. Um véu duplo de 4 metros para alugar seria R$800,00.
É assim com força de vontade e sem preconceito que uma Invejosa Branca se casa lacrando.

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Com o convite nem gastei meu psicológico, que a essa altura já andava bem noiva (cansado, emocionado, nervoso e se sentido pobre), com o modelo inspiração salvo na pasta CASAMENTO (PS. crie uma na área de trabalho), horas no Corel Draw, boneco pronto, futuro marido feliz, fomos atrás do papel e dos detalhes de fechamento e tudo mais. Foi no que trabalhamos mais juntos, uma delícia. Por sinal ele descobriu a loja de papeis e agora já sabe ir passear lá. A Escrizam é tipo a Disneyland de quem gosta de cortar e colar. Para a montagem dos convites solicitei a melhor amiga. 150 convites e 300 convitinhos individuais me custaram 260,00 depois de prontos. Deu um trabalho danado, ficamos mais de um mês para finalizar a montagem mas valeu a pena.

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Junto com o convite nasceu também a identidade visual e todos os impressos, plaquinhas de fotos, tags de presentes de padrinhos e madrinhas, o saquinho de pipoca (sim eu levei um pipoqueiro para a porta da igreja) plaquinhas das mesas (muito útil pensar em separar algumas mesas para ninguém ficar perdido em uma mesa sozinho, ou a turma não sentar toda separada) personalização dos guardanapos (que fiz junto com mamys) e os laços para as caixinhas de doce que cortei e montei um a um. Ufa!! Falando assim nem sei como dei conta de tudo isso.

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Já é hora de pensar no ultimo capitulo, e vocês tem gostado de ouvir essas aventura? Semana que vem conto um pouco de tudo sobre a festa, os doces, os noivinhos do bolo e sobre a noiva que casou de unha estragada… voltem para saber porque.

O casamento

Eu não fui uma dessas meninas que sonhavam em se casar de véu, grinalda e flor de laranjeira, mas o meu (até então) namorado me disse: Só casando!!! e resolvi entrar na onda. Pra não ser tão fácil fiz algumas exigências; queria um mini wedding no campo e a tarde, nada de mais só que vi logo na saída que as coisas não seriam simples assim. Foi impossível fechar a lista nos 70 convidados que eu queria, o padre não nos casaria fora da igreja e as 17H não se celebra casamento em igreja alguma na cidade. Legal né? Já sabendo que teria que me adequar a um outro contexto coloquei na balança o que seria mesmo muito importante. De todas as exigencias iniciais me apeguei ao horário e segui firme na procura do lugar. Encontrei uma capela na qual conseguiria me casar no fim da tarde, de brinde ainda poderia tocar as músicas que quisesse ( por aqui se você se casa na igreja só pode tocar músicas “religiosas”), nas palavras da zeladora de lá: Até Chiclete com Banana (senhora ousada, me ganhou na hora); a lista foi reduzida o máximo e a capela se mostrou melhor que a encomenda.
Acho que esqueci de dizer no ínicio que o universo conspira a favor das noivas, então em alguns momentos somente durmam e deixe o tempo agir.
A capela já é linda o que me polpou tempo e dinheiro na decoração, me polpou o tempo e a paciência que gastei procurando os músicos da cerimônia. Queria somente voz e violão em um clima intimista, totalmente condizente com o fim de tarde de primavera. A tarefa que parecia fácil se mostrou impossível, por mais que eu tentasse não era clara o bastante ao dizer NÂO ao violino, ou aos 3 tenores. Tenor???? Já convencida e levar as músicas gravadas me lembrei do meu primo-amigo Calelo da Banda RH Positivo. Depois de vários dias e muita chateação procurando nos lugares errados, 5 min de uma conversa pelo facebook resolvi tudo com ele; mandei os links das musicas do youtube, disse o dia e a hora e risquei esse item da lista. UFA!!… Ficou perfeito e eu saí mais do que feliz em poder ter alguém tão querido ali participando.
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Resolvido a música me diverti muito com a primeira reunião com a cerimonial, que também não sofri escolhendo porque uma amiga de anos trabalha com ela, me cerquei de gente querida e isso foi muito importante, as reuniões foram sempre divertidas: “Uma dama?; Ela vai entrar duas vezes então? -Não, ela vai entrar uma vez na minha frente já com as alianças… ahhh e não feche a porta antes da minha entrada, quero ir alí atrás da dama como era na minha época de dama. Pronto, ganhei apelido de noiva “diferente” para não dizer “estranha”. A Paula foi fofa, acreditou nas minhas particularidades e mais uma vez um item estava decidido.

Escolher algo e não voltar atrás foi algo que fiz por pura intuição mas serve como dica para as noivas. Sempre vai haver algo novo (afinal começamos a preparar com 1 ano de antecedência), sempre vão surgir novas músicas, a cor da moda vai mudar mas seja firme naquilo que você escolheu. Por experiência digo: a primeira escolha é certeira, se está OK, está mesmo ok!
E não fique encanada com modismo, o casamento não tem a obrigação de ter um monte de coisas, se não é sua cara, não faça; se não cabe no seu orçamento, tudo bem; nada disso deixa esse dia menos brilhante e espetacular.
Na próxima semana conto sobre a escolha do vestido, a saga do véu e os convites.
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Happy Bday

Dia lindo esse, meu aniversário, 32 anos de muita história pra contar. O que eu posso dizer sobre os 32?

Bem, nesse fase você já se conformou com os 30 e já passou a proveitar as conquistas que eles te trazem. Independencia, principalmente psicológica, coluna ereta e orgulho de quem você é, coragem para nunca mais ser qualquer outra pessoa por motivo algum, a menos que seja um motivo só seu.
Estou feliz. A cabeça cheia de planos, ideias e um corpo saudável para colocar tudo em prática. Obrigada Papai do céu!!! Os bons amigos chegaram até aqui comigo, e alguns novos (poucos confesso) foram feitos, a família está completa, tenho meu canto e um companheiro para dividir o dia a dia e dois cachorros lindos.  Há muito o que comemorar e é disso que quero me lembrar naqueles dias em que bate aflição, tristeza ou saudade, afinal hora e outra somos sim invadidos por uma melancolia (ainda que seja só TPM)
Já que  é meu aniversário fiz uma lista de presentes nada básica.

Aos 32 já é hora de realizar meu sonho antigo de ter um fusca.
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Não posso passar nem mais um dia sem essa flat ultra colorida Valentino
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Férias em Paris não seria mal
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Um closet pra lá de espaçoso
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Poderia me alongar mas acho que o básico está aqui.
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